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A GUERRA PERDIDA POR ANTECIPAÇÃO

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Está em voga e, de certa forma, até glamourizada por lideranças em geral, a expressão “estamos vivendo uma operação de guerra”. Pois, então, se for verdadeiramente uma guerra, ela já está perdida por antecipação, pelo menos no Brasil. Explico:

 

Em qual guerra, um país atacado mantém trancafiado em casa quem tem força de combate? Em qual guerra, governos estaduais tomam medidas isoladas e independentes de um comitê federal de enfrentamento ao inimigo? Em qual guerra, medidas proibitivas mal planejadas impedem a produção e circulação de gêneros essenciais à população e até de combate ao próprio inimigo? Em qual guerra se percebe exposição ególatra de lideranças governamentais em detrimento de ações impessoais, conjuntas e inteligentes, com toda a Federação, para salvaguardar vidas mas também manter o emprego, pilar histórico de sustentação da vida de toda uma sociedade?

 

Penso que essas ações amplamente impeditivas, quando deveriam ser restritivas e por setor, se devem ao fato de que o Estado Brasileiro nunca se preparou para guerra nenhuma. Preferiu construir campos de futebol e deixar hospitais à mingua, com doentes morrendo todos os dias em filas desumanas. Agora, esses elefantes brancos, bancados com dinheiro público e larga margem de corrupção, servem como hospitais improvisados... Isso é uma afronta à mínima inteligência, não pela destinação emergencial, mas pela cruel inversão de valores que realmente fazem a diferença entre ser um país para o povo ou ser um país para os governantes.

 

Winston Churchill, um dos maiores líderes mundiais de todos os tempos, durante os pesados e intensos bombardeios alemães sobre a Inglaterra na 2ª Guerra Mundial conclamou os ingleses a não se esconderem, paralisados pelo pavor ou aterrorizados pelo poderoso inimigo, mas sim a não desistirem, a batalhar nos campos, nas ruas, nas casas, em cada esquina. Com isso, impediu que a Inglaterra sucumbisse à loucura nazista.

 

Sim, é outro tipo de inimigo, e ficar em casa é medida preventiva correta, mas para todos e indefinidamente?

 

É medida correta manter uma população, com mais de 200 milhões de pessoas, acuada, apavorada pela mídia, sem estratégia alguma que minimize o estrago econômico que virá? Vamos vencer a morte pelo vírus e morrer de fome e caos?

 

Estamos, então, como que em um cerco da idade média, encastelados, cercados pelo inimigo que espera apenas que morramos de fome e desespero. Não morreremos alvejados pela flecha do vírus, mas sim por inanição completa, promovida pelo próprio Estado, que tem obrigação de nos oferecer uma saída racional a este cerco mortal. 

 

Manter as classes média e alta em suas casas, isoladas, com risco baixo de contrair o vírus, pode até ser que dê certo, mas apenas para elas. Mas e os favelados, que se amontoam em suas míseras moradias, abandonados desde sempre por este Estado que agora quer se mostrar protetor, essas medidas serão efetivas? Ou estão privando ainda mais os pobres e aumentando seu sacrifício e sua dor num futuro bem próximo?

 

Indiscutivelmente, há que se tomar as devidas e emergenciais providências, e, de fato, tal como numa operação de guerra. Porém, a primeira e mais importante, é a informação correta sobre a realidade e força do inimigo. 

 

Por exemplo? Na Alemanha, a letalidade do vírus é menor do que 0,36%, na população em geral. Na Coréia do Sul, no Japão, foram tomadas medidas bem menos impeditivas do que no Brasil e isso não aumentou a contaminação nem número de mortos. Mas aqui, só se fala na Itália.

 

Penso que deveríamos deixar pessoas comprovadamente resistentes ao vírus trabalhar, girar a economia – com todos os cuidados necessários para minimizar o contágio e afastando-as dos idosos e grupos de risco, pois, sim todos são transmissores. É o fogo amigo, que pode ser evitado com informação, orientação e medidas radicais de isolamento dos grupos de risco.

 

Mas enfim, minha opinião é de que alguns governadores, como os de São Paulo e Rio de Janeiro, que têm tomado medidas isoladas do Governo Federal, estão transferindo para a população grande parte de suas responsabilidades em assumir a frente de batalha com inteligência, com informação e estratégias que vão muito além do simples “fecha tudo, para tudo”.

 

Deveriam investir, pesadamente, recursos financeiros, materiais e humanos do próprio Estado em ações muito mais inteligentes de médio e longo prazo, ao invés de se esconderem em suas eternas trincheiras de incompetência. 

 

 

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